quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Calei-me

Cala-te

Eis que se vê um poeta acorrentado.
Calado, ainda que não possa ser calado.
De pensamento livre e atrevimento esgotado.
Indigno de de poeta ser apelidado.
Houveram de crescer escrúpulos ao poeta dedicado.
O seu fado.
Pelo fado de terceiros, tornou-se mal fadado.
Um enfado.
O cérebro desperdiçado.
O coração, ainda um furo abaixo de repenicado.
Ai, pobre bicho acagaçado.
Poeta serás, talvez; foste, com certeza, no passado.
Por agora és um bocado virgulado.
Não estás despedido, estás desvinculado.
Se é para eufemismos baratos, pá, está calado.


Até logo :)

6 comentários:

Martina S' disse...

é diferente sim, mas a verdade é que ela mesmo assim, é boa em tudo que faz LOL

e não te cales, eu gosto mais de ti quando falas Mii, :P beijinho beijinho beijinho *

Sandra disse...

cala-tse * :b

Martina S's disse...

Basta-me estares hoje, assim como todos os dias.


(tenho a impressão que um dia vais ler este commente e também vais começar a chorar (a))
Estou bem, my cutchi cutchi*

Martina S's disse...

ahaha, comment com 'e'. morri xD

M. disse...

Isto anda paradinho.. entao, toca a escrevinhar!

Élio - Filomena disse...

Por vezes a palavra representa o modo mais acertado de se calar do que o silêncio.