terça-feira, 1 de setembro de 2009

Mestre menino

poema com que perdi (-.-) o concurso do site Poesia em Rede. não gostei de ter perdido, mas deixo a qualidade ao vosso critério :)

Mestre Menino

Da saudade de intrínseco ser, de algo,
Da sede do provérbio de não ter nascido, ainda.
Da vida que, por já ser, é certo que quase finda,
Salva-me, salva-me, mestre.
Tu, meu senhor menino, que, com vontade, te salgo
O pé descalço, o riso, a frescura campestre.

Sabes tanto mais que eu, por saber eu tão demais.
Sabes ao sabor do mundo, queres o céu até cima,
Enfastias do infinito no instante de uma rima.
E eu exaspero e acuso, cá em baixo no sopé,
Ansiando pelas forças ancestrais,
Pela universal verdade do “Quem diz é quem é!”

Já vi bem mais com os diamantes dos teus olhos,
Já ensinei a muitos outros essas asas de papel.
Não sei como, foi sem querer, mas não lhes fui muito fiel,
Cresci. Chega agora de crescer, de só sonhar as coisas belas.
É a hora de ser livre, é o tempo dos desfolhos.
É a hora, mestre menino, de voltarmos a dançar com as estrelas.

Miguel de Miguel

Até logo

4 comentários:

Marta disse...

Ai esse maldito concurso! Como me lembro do trabalho que tiveste para me convencer a participar... Matou-me completamente. You know why... (lol) E já nem me lembrava desses poemas :P
Acho que fizeste um óptimo trabalho, sinceramente. Está muito ''teu'' e ainda mantenho a ideia do ''ciclo da vida''.. estarei enganada? ^^

Beijo

Sandra disse...

tu não perdeste... apenas não ganhaste, lol.
já tinha comentado isto Mikes. tá niiiceeee meeeennnnnn

beijinheeesss pruisses *

Martina S' disse...

eish uma vez também participei nisto --' foi a primeira e última! XD

Andesman disse...

Ó MM, tu não perdeste nada, toda a gente têm de fazer a sua estrada e a tua é mais uma avenida.

1 abraço enorme como tu.